Perillo diz que CPI se transformou em 'tribunal de exceção'
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (16) que a CPI do caso Cachoeira se tornou um “tribunal de exceção” cujo objetivo seria condená-lo. O tucano chamou de “infame e desleal” uma reportagem da revista Época. De acordo com a publicação, houve um acerto para que o governo de Goiás pagasse em dia as faturas da construtora Delta, empresa da qual o contraventor Carlinhos Cachoeira é sócio, segundo a PF. A matéria relacionou a liberação de verbas do governo goiano para a empreiteira com a compra de uma casa de Perillo por meio de cheques vindos do bicheiro. O tucano negou a informação e reclamou que é perseguido “por ser adversário do PT”. “Os pagamentos mencionados pela revista referem-se a um contrato de locação de veículos, firmado pelo governo anterior, e são feitos de forma continuada, por se tratar de serviços regulares e pelo fato, também, de a atual administração cumprir rigorosa e pontualmente seus compromissos com fornecedores e prestadores de serviços”, defendeu-se Perillo. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, anunciou que a legenda não impedirá nova convocação do governador, que deve ser obrigado a prestar explicações ao partido. Por outro lado, o senador afirmou que o relator da comissão, Odair Cunha (PT-MG), tenta esquecer as investigações sobre o governador Agnelo Queiroz (PT-DF). Informações da Folha.
