Em clima eleitoral, Câmara completa duas semanas sem votações
Por Rodrigo Aguiar
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A Câmara Municipal de Salvador completou duas semanas sem votações após a sessão desta quarta-feira (11), que caiu mais uma vez por falta de quórum. De acordo com a estimativa feita pelo vereador Everaldo Bispo (PMDB), aproximadamente 400 projetos aguardam apreciação. Pelas contas do diretor legislativo da Casa, esse número já beira 600. O fato é que, com a proximidade das eleições, os membros da Casa de Leis soteropolitana começam a faltar com maior frequência aos compromissos na Câmara. Não foi o caso desta tarde, que, ainda assim, terminou sem votar sequer um dos 98 projetos que estavam na ordem do dia, em sua maioria renovações ou concessões de utilidades públicas, além de requerimentos para a realização de sessões especiais. “Casa legislativa é assim mesmo. De repente, a gente consegue um acordo e vota vários projetos. Fiz o possível, mas alguns colegas colocaram condições”, afirmou o presidente da Câmara, Pedro Godinho (PMDB), em referência a reclamações feitas por Alcindo da Anunciação (PT) e Joceval Rodrigues (PPS). O popular-socialista queria aprovar uma moção de sua autoria em repúdio contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – que permitiu o aborto de anencéfalos – enquanto o petista adotou a sua usual tática de obstruir. A pauta permanece ainda travada por um veto do prefeito a um projeto do vereador Geraldo Júnior (PTN). “É ruim para a Casa. Apenas uma convocação do vereador Alcindo impedir a votação de um plenário. Quase 100 projetos só de vereadores e ele fica obstruindo, mas faz parte do regimento. E ele nem é o líder da oposição. Já havia um acordo entre as bancadas”, lamentou o líder do governo, Téo Senna (PTC).
