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Argentina: ex-ditador condenado a 50 anos de prisão

O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla foi condenado nesta quita-feira (5) a 50 anos de prisão por rapto de bebês. Segundo a justiça argentina, o crime era parte um plano sistemático executado durante o último governo militar no país, entre1976 e 1983. Videla foi condenado por  “prática sistemática e generalizada de subtração, retenção e ocultação de crianças menores de 10 anos" no contexto de um "plano geral de aniquilação" contra parte da população civil com o argumento de acabar com a "subversão" durante a ditadura militar. O julgamento, considerado emblemático pelas organizações de Direitos Humanos, começou com uma denúncia das Avós da Praça de Maio e envolveu mais de 30 casos. Outros repressores da ditadura militar também foram condenados. Entre eles, o também ex-ditador Reynaldo Bignone, sentenciado a 15 anos. O ex-ditador não demonstrou qualquer reação ao escutar o anúncio de sua pena, que se soma a uma de prisão perpétua também por crimes contra a humanidade em seu período à frente do governo argentino. Segundo estimativas de organizações humanitárias, 105 crianças que foram raptadas durante a ditadura recuperaram suas identidades, embora ainda haja mais de 400 denúncias pendentes por casos similares.