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Candidata do PSTU a vice-prefeita na chapa do PSOL também é negra e moradora da periferia

Por Aparecido Silva

Candidata do PSTU a vice-prefeita na chapa do PSOL também é negra e moradora da periferia
Foto: Betto Jr. / Ag. Haack / Bahia Notícias
A enfermeira Nize Santos será a candidata à vice-prefeita de Salvador pelo PSTU na chapa majoritária com Hamilton Assis, do PSOL. Mulher negra, jovem e moradora da periferia soteropolitana, a postulante fez uma análise da saúde pública na capital, em entrevista ao Bahia Notícias. “O sistema de saúde de Salvador é aquém do que deveria ser. Ele passa por muitos problemas. Um deles é a estrutura da rede de serviços, um reflexo do que é no estado da Bahia, mas a centralização na capital faz com que o sistema necessite atender demandas do interior”, analisou. “Não temos hoje uma consolidação de unidade básica de saúde e Programa de Saúde da Família. Acho que não chegamos a 50% de cobertura de PSF em Salvador”, completou. Nize também falou da atenção que pretende dar aos moradores dos bairros periféricos. “O Subúrbio da capital tem três pontos importantes que serão trabalhados por nós. O primeiro é a questão do emprego e renda. As pessoas precisam ter uma renda para sobreviver e, para isso, necessitam de formação profissional. A segunda é que a periferia é um local com grande déficit de moradia. São esses dois pontos aliados a um terceiro já falado, a saúde”, estimou. A candidata a vice na Frente de Esquerda de Salvador avaliou também o cenário eleitoral. “Vão ser eleições muito difíceis, polarizadas entre o PT e a direita carlista, e estes dois grandes blocos ainda alimentam as esperanças da população, da classe trabalhadora inclusive. A gente acha que é com muita unidade que entraremos nesta disputa”, argumentou. Por fim, Nize não poupou a administração municipal do prefeito João Henrique (PP). “A gestão desastrosa de João Henrique fez com que diversos setores populares de Salvador tivessem uma experiência que incitasse a mobilização contra as ações políticas executadas. Até 2005, a prefeitura teve uma lua-de-mel com o funcionalismo público e com segmentos da sociedade, mas depois o que vimos foi o desgaste, manifestações e protestos, ao ponto de ter o movimento ‘desocupa João’”, concluiu.