Vereadores criticam formação do Conselho da Cidade
Os vereadores Gilmar Santiago (PT) e Aladilce Souza (PCdoB criticaram a falta de representantes de entidades sindicais e do movimento popular no Conselho Municipal de Salvador. As 16 entidades que formarão o colegiado foram publicadas no Diário Oficial do Município em decreto do último dia 15, com sete representantes de órgãos públicos: Iphan, Conder, Sedham, Sesp, Sucom, Setin e SMA. As representantes da sociedade civil, cinco delas entidades empresariais foram a Associação Comercial da Bahia (ACB), Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Sindicato das Empresa de Ônibus (Seteps), Clube de Diretores Lojistas (CDL) e Sindicato das Empresas de Construção (Sindiscon). As outras quatro vagas serão ocupadas por representantes da UFBA, Projeto Axé, Unidunas e um representante da Federação de Associações de Bairros (Fabs). “Cadê o Instituto dos Arquitetos (IAB), o Crea, o Sindicato dos Engenheiros, a Associação Baiana de Imprensa (ABI)? Será que o prefeito deixou essas entidades de fora porque foram elas que entraram na Justiça questionando a mutilação do Conselho da Cidade”, questionou Gilmar Santiago. Segundo Aladilce Souza, a ação ignora os preceitos da democracia, privilegiando o segmento empresarial na nomeação de membros da sociedade civil. O conselho perdeu o caráter deliberativo em dezembro do ano passado, após votação na Câmara de Salvador.