Contas do primeiro ano de Nilo à frente da AL-BA devem ser julgadas até o fim do mês, garante relator
Por José Marques
Conselheiros evitam delegar responsabilidade sobre atraso
Após o julgamento do exercício de 2011 do governo Jaques Wagner – aprovado com recomendações por quatro votos a dois –, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) se prepara para apreciar as contas da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) até o fim mês. O ano que passará pelo crivo dos sete conselheiros, no entanto, é outro. Será votada a prestação de contas do Legislativo referente a 2007 – o primeiro com o deputado Marcelo Nilo (PDT) na presidência da Casa. O Ministério Público de Contas (MPC) já opinou pela reprovação do exercício por “falta de controle no pagamento de diárias, uso inadequado das subvenções sociais e contratação de 373 pessoas via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda)”. Isso não quer dizer que a posição dos conselheiros seguirá a sugestão da procuradoria – no caso de Wagner, o MPC pediu que as contas fossem aprovadas com ressalvas, não apenas com recomendações. O relatório está a cargo do conselheiro Pedro Lino.

Pedro Lino: 'Eu sei de quem foi a culpa [do atraso], mas minha não foi'
era o presidente do órgão fiscalizador. Em declarações recentes, o ex-conselheiro delegou o atraso aos próprios deputados estaduais. Segundo ele, os parlamentares evitam fornecer as informações necessárias para o tribunal julgar as contas e, por isso, os processos deixam de ser apreciados com celeridade.
