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Lideranças preparam estratégias para depoimentos de Perillo e Agnelo na CPI do Cachoeira

Lideranças preparam estratégias para depoimentos de Perillo e Agnelo na CPI do Cachoeira
Jilmar Tatto (PT-SP) quer ataque a Perillo e proteção a Agnelo
Os líderes do PSDB e do PT começaram a preparar suas bancadas para os depoimentos dos governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. O primeiro a depor, nesta terça-feira (12), será Perillo. Os petistas cobrarão esclarecimentos sobre a venda da casa do governador goiano, local onde o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal (PF) acusado de explorar jogos ilegais e subornar agentes públicos. Diversas pessoas envolvidas na venda da casa prestaram depoimentos contraditórios para os parlamentares sobre a negociação de compra e venda da casa do governador. O vice-presidente do colegiado, Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que o depoimento será "pedreira". Já em relação ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, na quarta-feira (13), o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), garantiu que o partido estará unido para defendê-lo. Agnelo é citado em gravações telefônicas de conversas do grupo de Cachoeira com funcionários do alto escalão do governo da unidade federativa. As gravações dão a entender que o governador do PT também se beneficiava do esquema criminoso. Além disso, a Construtora Delta, que é apontada pela PF como um instrumento de Cachoeira para o pagamento de propinas a agentes públicos, tem contratos com o DF. “O contrato da Delta foi uma decisão judicial. Não foi o Agnelo que contratou a Delta, que fez a licitação. Quando ele assumiu o governo do Distrito Federal tinha uma decisão judicial para manter a Delta. Mesmo assim ele fez uma auditoria no mês de janeiro, logo que assumiu, e reduziu o contrato em 40%. Então olha a diferença [entre Agnelo e Perillo]”, avaliou. 
 

Álvaro Dias (PSDB-PR) busca acusações antigas contra Agnelo
 
Já os parlamentares tucanos tentam desconstruir as denúncias sobre as relações de Perillo com Cachoeira e buscar acusações antigas para embasar o ataque a Agnelo Queiroz. Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), não há contradição entre a explicação dada pelo governador goiano para a venda da casa e os depoimentos prestados até agora na CPMI. “O que eu tenho ouvido é uma só versão insistentemente repetida: o governador vendeu para [o ex-vereador Wladmir] Garcez e recebeu em cheque. Garcez vendeu para [professor] Walter Paulo [Santiago], que pagou em dinheiro. Só há uma versão. Se é um negócio lícito ou não, certamente a CPI terá oportunidade de julgar quando votar o relatório final”, pontuou. Dias garante que o partido vai procurar ser imparcial e não atacar o governador petista gratuitamente. Mas usou um tom irônico ao se referir às explicações que Agnelo terá que oferecer aos parlamentares em seu depoimento. “Não há espaço para agressão desnecessária. O questionamento tem que ser duro, todos os fatos revelados devem ser investigados e nós vamos dar oportunidade ao governador de Brasília de esclarecer todas as denúncias que pesam contra ele. Aliás, uma enxurrada de denúncias há vários anos, antes de ser governador, depois de governador, denúncias velhas, denúncias novas. Ele terá certamente a oportunidade de responder”, cutucou.