Solla diz que 90% das reivindicações dos médicos foram atendidas e chama greve de professores de ‘irresponsável’
Por Patrícia Conceição
Foto:Carolina Barreto / Tudo FM
Integrantes da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e das entidades que representam os médicos da rede estadual, que deflagraram uma paralisação de 48 horas na Bahia, se reúnem novamente na tarde desta quarta-feira (6) para uma nova rodada de negociação. Para o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), a Associação Baiana de Medicina (ABM) e o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) “têm à sua frente profissionais sensatos” e, por conta disso, o impasse está próximo do fim. “Da última pauta de reivindicação apresentada pelo sindicato, praticamente 90% já foi atendida. Os profissionais não pararam por isso, porque estão vendo os avanços, a melhoria da infraestrutura da rede, os investimentos feitos. Reivindicar melhores salários é a coisa mais natural e faz parte do processo democrático”, argumentou, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102.5. Além de mostrar-se otimista com os rumos da negociação e considerar a possibilidade de greve pouco provável, Solla aproveitou para meter o bedelho em outro movimento – o dos professores da rede estadual de ensino, que estão há 57 dias fora das salas de aula. “Infelizmente tem alguns movimentos que perdem, eu diria, o limite da responsabilidade, como a questão dos professores. Eu não posso deixar de registrar que é um absurdo o que a gente está observando. [...] Um movimento como esse era para ter assembleia permanente. É uma irresponsabilidade você dizer que só vai se reunir daqui a uma semana e se danem os alunos e os pais porque eu vou ficar uma semana de férias a mais, vou aproveitar o feriadão”, afirmou, claramente irritado. Em assembleia nesta terça (5), os docentes decidiram manter a greve da categoria e agendaram um novo encontro para a próxima terça (12).
