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ONU cobra do Brasil respeito aos direitos humanos nos preparativos da Copa

ONU cobra do Brasil respeito aos direitos humanos  nos preparativos da Copa
Conselho de Direitos Humanos fez recomendações ao Brasil

O Conselho de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) se mostrou preocupado com o respeito dos direitos humanos durante os preparativos para os eventos esportivos que o Brasil vai sediar, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Nesta sexta-feira (25), o Brasil apresentou um relatório sobre a situação dos direitos humanos no país na segunda revisão do Mecanismo de Revisão Periódica Universal (RPU), em Genebra (Suíça). Um grupo composto por 47 Estados-Membros do CDH conduziu a revisão. O documento final será preparado pelos três países relatores do caso - China, Polônia e Equador. O conselho afirmou que o Brasil precisa estar atento à restruturação urbana nas cidades que receberão os eventos esportivos para não promover os despejos forçados. Desde o ano passado, comitês populares denunciam remoções forçadas nas cidades que vão receber a Copa. Outros problemas apresentados foram as execuções extrajudiciais feitas pela polícia brasileira, a violência doméstica e contra a mulher, a proteção de defensores de direitos humanos e os direitos de povos indígenas e quilombolas. Os pontos positivos avaliados pelo conselho foram as ações para combater a pobreza, as políticas de combate à Aids, os esforços de redução da mortalidade e desnutrição infantis, além da criação da Comissão da Verdade, da implementação da Lei de Acesso à Informação e a criação do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou que os países participantes do CDH reconheceram as ações que o Brasil tem desenvolvido para garantir os direitos humanos da população e que recebeu também recomendações muito importantes. Algumas recomendações foram a  criação de medidas eficazes contra os homicídios cometidos por policiais e de ações para combater os chamados esquadrões da morte, ativos em alguns estados. Além de disponibilizar defensores públicos em todos os locais de detenção e criar um sistema de proteção para os juízes sob ameaça. Todos os 193 países-membros das Nações Unidas são submetidos ao mecanismo a cada quatro anos e meio. O  2º Relatório Nacional do Estado Brasileiro pode ser lido na íntegra no site da SDH. Informações da Agência Brasil.