Otto explica liberação de transporte clandestino na greve: ‘Não se sabe quem é quem no jogo’
Por Evilásio Júnior
O vice-governador Otto Alencar (PSD), que acumula o posto de secretário estadual de Infraestrutura, pasta à qual a Agerba (agência reguladora) está vinculada, explicou o motivo de não haver fiscalização ao transporte clandestino durante a greve dos rodoviários. De acordo com o gestor, com o número excessivo de veículos nas ruas, é difícil precisar quem atende aos passageiros de forma irregular. “O vizinho tem um carro e dá carona às pessoas. Pode ver que as avenidas estão congestionadas e os carros estão superlotados. Eu não tenho como identificar quem é ou não clandestino. Como não se sabe quem é quem no jogo, eu poderia cometer uma injustiça”, argumentou, em entrevista ao Bahia Notícias. Ele ainda deu uma cutucada no líder da oposição na Assembleia Legislativa, que advertiu sobre os riscos que a medida implicaria à população. “Tomara que Paulo Azi, como grande especialista em transporte, encontre a solução”, estimou. Otto condenou também o não cumprimento da determinação judicial de haver 40% dos ônibus em circulação nos horários normais e 60% nos períodos de pico. “Se não houver mudança na legislação trabalhista, na relação entre empregador e trabalhador, esse país não vai a lugar nenhum. O que está em jogo é o descumprimento total da lei”, criticou. Conforme a própria Agerba, nos últimos seis meses, 40 pessoas já morreram nas rodovias estaduais e federais baianas em acidentes com veículos sem autorização para transportar passageiros.