Sem ônibus, rodoviários não comparecem às garagens e suspendem mobilizações
Por Patrícia Conceição
Os transtornos causados pela greve dos rodoviários não estão restritos aos moradores da capital baiana, que dependem dos ônibus para se locomover, mas atingem também a própria categoria que deflagrou o movimento nesta terça-feira (22). Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Transportes, Hélio Ferreira, a falta de coletivos é o principal motivo para que os trabalhadores não cumpram a determinação da Justiça do Trabalho de colocar 40% da frota em circulação nos horários normais e 60% nos períodos de pico. “Essa determinação judicial é uma responsabilidade mútua, não só dos rodoviários, mas também dos empresários. É preciso criar as condições para o trabalho e os empresários não ofereceram uma estrutura mínima para isso, como o transporte para os motoristas chegarem às garagens das empresas”, explicou, em entrevista ao Bahia Notícias. A paralisação atrapalha a própria agenda de mobilizações da categoria, que não tem passeatas, protestos ou atos públicos agendados para esta quarta (23). “Sem ônibus fica difícil juntar o pessoal”, pondera Ferreira, que afirmou desconhecer quaisquer ações de vandalismo por parte dos rodoviários, como apedrejamentos de coletivos. “Posso garantir que essa não é uma orientação do sindicato”, disse.