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Populares relatam possíveis transtornos com greve dos rodoviários

Por Aparecido Silva

Populares relatam possíveis transtornos com greve dos rodoviários
Jamile Lima aguarda coletivo no ponto de ônibus. Foto: Aparecido Silva
Com a greve dos rodoviários iniciada nesta quarta-feira (22), o Bahia Notícias foi às ruas saber dos usuários do transporte público quais os impactos da paralisação na rotina e o que eles acham do movimento grevista. Fabiane Lima, 30 anos, assistente de administração, diz que não poderá trabalhar, mas defende a reivindicação. “Eles estão fazendo o certo. De outra forma não vão ter aumento, não ser ouvidos”, opinou. A estudante de Direito, Jamile Lima, 20, lamenta a possível paralisação. “Estou fazendo um treinamento de emprego no Caminho das Árvores. Se pararem, eu vou perder, porque não terei como me deslocar, né?”, indagou. Jamile também acredita que a categoria deve lutar pelos direitos, mas o prejuízo será grande, pois “a cidade depende dos serviços deles”.

Melício Damasceno, motorista de transporte complementar. Foto: Aparecido SIlva

A paralisação pode trazer problemas para uns, mas ganho para outros. O motorista de transporte complementar, Melício Damasceno, 57, fala que vai atuar normalmente, apesar de “ter que enfrentar as dificuldades de engarrafamentos, pois aumenta o número de carros nas ruas”. A situação parece não atingir ainda alguns dos servidores públicos municipais. Antônio Brandão, 52, é agente de trânsito e diz que haverá carro da prefeitura para se deslocar ao seu posto e retornar para casa. “Para mim não altera nada”, definiu. Um usuário que aponta grande prejuízo é o office-boy Rodrigo Oliveira, 25, que não terá como se deslocar até a sua empresa. “Sem ônibus vai ficar complicado. Minha entrega de documentos e encomendas vai ser prejudicada”, avaliou. “O movimento é legítimo, apesar de que vai prejudicar muita gente. Mas, se tiver dentro dos direitos deles, não tem problema”, complementa Antônio César, 34, auxiliar técnico-administrativo.