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Ubatã: Prefeito garante que já começou a quitar dívidas e justifica realização da micareta

Por David Mendes

Em visita à redação do Bahia Notícias, nesta quinta-feira (17), o prefeito de Ubatã, Edson Neves (PSD), informou que a dívida com a Coelba, que somada chega a R$ 264 mil, já foi negociada com a companhia de energia e o débito será pago em oito parcelas, debitadas mensalmente no 1º lote do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do município. Ainda segundo o gestor, a quitação com a Embasa já é realizada no mesmo processo citado anteriormente. Com relação aos salários do funcionalismo público, o alcaide garantiu que apenas alguns contratados da Secretaria Municipal de Saúde estão com problemas no pagamento. “Todos os servidores concursados e contratados estão com os salários rigorosamente em dia. Apenas uma parte dos contratados é que está sem receber os salários de abril e maio. Quando assumimos tinha servidores que estavam com três, quatro meses de salário atrasado. Então decidimos ir pagando esses atrasados”, explicou. Neves comentou também a falta de médicos plantonistas no hospital municipal. Segundo ele, em fevereiro deste ano, o contrato com a cooperativa responsável pela gerência da saúde no município foi cancelado, e outro processo licitatório foi iniciado. Um novo grupo venceu a licitação e assumiu este mês. “Por essa razão eu fiquei fevereiro e março sem poder contratar os médicos. Alguns conseguimos contratar e pagar através de um processo contábil. Agora, que está tudo regularizado, vamos contratar mais médicos”, garantiu. O prefeito comentou ainda a necessidade da realização do micareta que, segundo ele, é uma tradição de muitos anos na cidade. “Cerca de 80% de todas as despesas da festa já tinham sido empenhadas. Então, ao invés de beneficiar o município, essa decisão [cancelamento da micareta] iria prejudicá-lo, porque o dinheiro não seria devolvido. Um clima horrível foi instalado na cidade, porque muitos comerciantes e moradores pegaram dinheiro emprestado para comprar cerveja e refrigerante para revender na festa. Se essa decisão permanecesse, uma convulsão social iria ser instalada. O impacto seria muito grande. Mas isso foi reparado, a cidade volta à sua normalidade e os moradores poderão ganhar seu dinheiro", comemorou.