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Nilo não acionará polícia para tirar professores da AL-BA; categoria fica 'enquanto não criar problema'

Por Patrícia Conceição

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Marcelo Nilo (PDT), não pretende lidar com os professores grevistas que acampam na Casa da mesma forma que agiu no caso da ocupação dos policiais militares, quando foi criticado por acionar o Exército para retirar os manifestantes do local. “Seria uma coisa inusitada, absurda, botar a polícia para tirá-los. Enquanto eles não estiverem criando problemas para o funcionamento da Casa, vou mantê-los aqui porque essa é a casa do povo”, assegurou, em entrevista ao jornalista Samuel Celestino, durante o programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102.5, nesta quarta-feira (9). O parlamentar enxerga claras diferenças entre os movimentos dos PMs grevistas, “que passeavam armados pela Assembleia”, e dos docentes da rede estadual de ensino, acampados no salão Deputado Nestor Duarte. Nilo revela que fez apenas dois pedidos aos trabalhadores da educação – a retirada dos carros de som, “que estavam incomodando os funcionários”, e das cruzes com as fotos dos deputados, um protesto contra os parlamentares que votaram a favor do projeto de lei que reajusta os salários da categoria em 3%, em 2013, e 4%, até 2014. “Sair do plenário e ver uma cruz com sua foto? Não dá. Salvo engano, eu estou vivo, graças a Deus”, brincou. As duas solicitações foram atendidas pelo comando de greve, que, para prezar pela política da boa vizinhança, passou também a realizar os seus encontros fora das dependências da AL-BA.