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PEC do Trabalho Escravo não tem consenso entre os deputados

PEC do Trabalho Escravo não tem consenso entre os deputados
Para ruralista Valdir Colatto, texto não define conceito de trabalho escravo
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina a perda da propriedade rural ou do imóvel urbano onde for constatado o trabalho escravo poderá ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana, mas o assunto ainda não tem consenso entre os parlamentares. Legisladores ligados aos produtores rurais criticam o texto porque ele não define o que é trabalho escravo. O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), por exemplo, diz temer que os produtores percam terras se os fiscais resolverem tratar qualquer infração trabalhista como trabalho escravo. "A PEC 438 não tem o conceito de trabalho escravo. Nós temos que acertar isso, e não deixar a critério do fiscal julgar o que é trabalho escravo. Enquanto não tiver esse conceito, não vamos votar essa PEC", declarou. Segundo ele, sem essa definição, até a falta de copo descartável para o trabalhador rural beber água poderia ser considerada trabalho análogo ao escravo. Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Domingos Dutra (PT-MA), afirma que existe demora na votação da PEC porque a proposta contraria o interesse dos grandes produtores. “O setor ruralista tem medo de perder as suas propriedades por conta do trabalho escravo”, provocou.