CCJ da Câmara aprova fim de nomeação política para chefe dos Ministérios Públicos
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal aprovou proposta que muda a forma de escolher procurador-geral nos estados. Em vez de uma lista tríplice, com nomeação política pelo governador do estado, o texto prevê uma eleição entre os integrantes de carreira. De acordo com Estadão, o caso Cachoeira levantou questionamentos sobre a forma de escolha. Nomeado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o procurador-geral do Estado, Benedito Torres, aparece nas conversas entre o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), irmão do procurador, e o empresário do jogo Carlos Augusto Ramos, conhecido por Carlinhos Cachoeira. Os diálogos gravados durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, mostram um pedido de Cachoeira a Demóstenes para que interceda junto ao irmão em favor de interesse de seus negócios. A proposta aprovada pela CCJ altera a Constituição e será analisada agora por uma comissão especial antes de chegar ao plenário da Câmara. O texto do projeto estabelece que os chefes dos ministérios públicos dos estados e do Distrito Federal – os procuradores-gerais de Justiça – serão eleitos pelos integrantes da carreira. Eles serão nomeados pelo chefe do Poder Executivo, depois de a escolha ser aprovada pela maioria absoluta da Assembleia Legislativa do Estado.