Morte do jornalista maranhense foi planejada, diz polícia
Décio Sá foi morto com dois tiros
O secretário da Segurança Pública do Maranhão, Aluízio Mendes, decretou nesta sexta-feira (28) o sigilo nas investigações do assassinato do jornalista Décio Sá. O profissional de imprensa foi morto na última segunda (28), em um bar em São Luís do Maranhão. O chefe da pasta disse que o crime é de difícil solução, que as investigações contam com apoio da Polícia Federal (PF) e que a vítima não saiu da sua rotina normal no dia em que foi morto. “Só iremos divulgar alguma informação assim que tivermos algo concreto. Qualquer informação desencontrada pode atrapalhar a nossa investigação. Quem executou o jornalista Décio Sá é arquivo vivo”, comentou. Mendes afirmou que o jornalista não foi atraído para o local do crime, que os executores do homicídio estudaram a rotina diária de Décio e que o crime foi “meticulosamente planejado”. O secretário disse ainda que são analisados mais de 22 mil itens recolhidos durante as investigações. Nesta sexta, a juíza Alice de Souza Rocha decretou a prisão temporária dos dois suspeitos de participação no crime, ao dar fuga ao executor do homicídio. A Justiça maranhense também autorizou a polícia a fazer uma operação de busca e apreensão nos endereços dos detidos. De acordo com a sentença judicial, os policiais que investigam o crime chegaram à dupla por causa de informações via Disque-Denúncia e depoimentos de testemunhas que viram o crime e a fuga dos executores.
