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Estações de ônibus: Secretário admite que ações pontuais não resolvem e reclama de vandalismo dos usuários

Por Patrícia Conceição

Estações de ônibus: Secretário admite que ações pontuais não resolvem e reclama de vandalismo dos usuários
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
Quem circula diariamente pelas estações de ônibus da capital baiana conhece bem o cenário nada agradável composto por longas filas, sujeira, insegurança e falta de estrutura. Nos terminais da Lapa, Pirajá, Iguatemi e Mussurunga, as reclamações dos usuários são muito parecidas e incluem problemas como excesso de passageiros, falta de banheiros e de fiscalização. Com pouco mais de 30 anos, a Estação da Lapa recebe 460 mil pessoas diariamente e nunca foi alvo de uma ampla reforma para readequar o espaço ao aumento do contingente de usuários. Segundo o secretário municipal de Transportes e Infraestrutura, José Mattos, uma intervenção geral custaria aproximadamente R$ 50 milhões, recursos que, segundo ele, a prefeitura não possui, “mas tem que ir buscar”. Enquanto a verba não chega, no entanto, a população é obrigada a se contentar com ações pontuais que, como o próprio secretário admite, são apenas medidas paliativas. “Estamos fazendo uma reforma com um investimento de R$ 5 milhões para construção de novos sanitários, mudança de piso, revisão completa das instalações elétricas e hidráulicas, e colocação de duas novas escadas rolantes. [...] Isso vai dar uma melhorada, uma qualificada na estação, mas não é a solução”, reconheceu em entrevista ao Bahia Notícias. Os reparos serão concluídos em agosto deste ano, já o projeto de readequação e melhoria estrutural da Lapa deve continuar engavetado, pelo menos por mais algum tempo. 
 

Na Estação Pirajá, onde o número de usuários e ônibus também cresceu de forma desordenada, a Secretaria de Transportes e Infraestrutura (Setin) promoveu a reforma dos banheiros e planeja intervenções no sistema viário e na organização de passageiros e coletivos. “Nós fizemos agora um investimento no sistema viário para melhorar um pouco a entrada e a saída dos ônibus e faremos um novo, dentro dos próximos 30 ou 40 dias, para alargar algumas partes dos acessos e dar uma melhor fluidez no trânsito. [...] Há um aglomerado muito grande de gente que precisa ser disciplinado pelos próprios usuários e pelos profissionais da Transalvador que fiscalizam as filas. Nós temos tentando intensificar isso”, conta. Além de enumerar os planos da Setin, Mattos dividiu a responsabilidade pela situação dos terminais com os próprios passageiros e puxou a orelha de quem não contribui com a limpeza e a conservações dos equipamentos.  “Nós fizemos uma reforma nos banheiros da Estação da Lapa e dois dias depois já tinham vasos quebrados, pias roubadas, torneiras arrancadas. A gente bota as escadas rolantes para funcionar e daqui a pouco já tem pedaço de pau sendo colocado nas escadas, sensor de emergência arrancado. [...] Não adianta só o Poder público fazer porque vemos muita degradação por conta do vandalismo. A gente precisa mostrar aos usuários que aqueles equipamentos são deles, quem usa são eles, o patrimônio é deles. À Prefeitura cabe somente mantê-los”, discursou.