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Chefe da Funai na Bahia diz que não há reféns nas fazendas ocupadas por índios

Chefe da Funai na Bahia diz que não há reféns nas fazendas ocupadas por índios
Não há mais reféns nas fazendas ocupadas por índios no sul do estado, segundo informou nesta segunda-feira ao G1, Wilson Jesus de Souza, o chefe da coordenação técnica local da Fundação Nacional do Índio (Funai) no município de Pau Brasil, localizado no sul da Bahia. Ele disse ter acompanhado o trabalho da Polícia Federal nas oito fazendas invadidas na região. "As pessoas que ficaram nas fazendas estão lá por vontade própria, não são reféns. São caseiros, funcionários dos fazendeiros que ficaram nos locais a pedido dos donos das terras e dos índios para que as coisas [pertences] dos fazendeiros sejam retiradas. Hoje [segunda-feira] já foram retirados alguns materiais de fazendas ocupadas", afirmou. Na manhã de domingo (15), cinco fazendas foram ocupadas em Pau Brasil, em meio a troca de tiros entre os seguranças das propriedades e os indígenas. No sábado (14),
cerca de 40 índios da tribo Pataxó Hã Hã Hãe haviam ocupado duas fazendas em Itaju do Colônia. Ao todo, 64 propriedades, entre os municípios de Itaju do Colônia, Camacan e Pau-Brasil, já foram ocupadas. Os índios querem pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar a demarcação da Terra Indígena (TI) de Caramuru-Paraguaçu, área que abrange todas as faixas de terra. A Funai garante que a região em questão foi demarcada em 1937 pela Diretoria de Serviço Geográfico do Exército e que, desse modo, os invasores seriam os fazendeiros.