Benefícios de Base Comunitária não atingem moradores de Santa Cruz
A comunidade do bairro de Santa Cruz, no complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, enfrenta dificuldades para se adaptar à instalação da Base Comunitária de Segurança na região. Entre os principais problemas listados estão a falta de diálogo com a polícia e de acesso aos cursos profissionalizantes. As aulas são ministradas no Centro Social Urbano (CSU) localizado no Nordeste, território proibido para quem já fez parte da quadrilha de Santa Cruz. O local possui piscina semiolímpica, espaço para prática de esportes, infocentro digital e formação para manicure, garçom, recepcionista, cabeleireiro e rotina de escritório. Apesar da diversidade, a estrutura é insuficiente para atender ao contingente de 120 mil pessoas. A abordagem dos PMs e o risco de falar com eles também atrapalham o objetivo do plano de segurança de aproximação com o cidadão. “Algumas policiais de companhias especiais olham a gente como se fosse marginal. Todo mundo que é revistado por eles sai com raiva. Tem que respeitar”, reclamou um líder comunitário em entrevista ao Correio. Segundo a capitã Ana Amélia Carvalho, comandante da Base Comunitária de Santa Cruz, o diálogo com os moradores ainda é difícil devido às pressões dos criminosos.