Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

JH dá novo prazo para metrô, acha inelegibilidade ‘impossível’ e se diz injustiçado: ‘a culpa é sempre do prefeito’

Na mais extensa entrevista da história do Bahia Notícias (16 laudas transcritas), o prefeito João Henrique Carneiro (PP), após sete anos e três meses de mandato, finalmente se dispôs a responder uma série de questionamentos em relação à sua gestão e, sobretudo, desabafou sobre "as injustiças” (conforme pontuou por diversas vezes na conversa) que estaria a enfrentar durante esse período. “Do buraco da rua onde você cai de manhã quando sai de casa e xinga a mãe do prefeito, até quando você vai dormir de noite e sua rua está escura por causa de uma lâmpada queimada, a culpa é do prefeito”, definiu. Por quase duas horas, JH foi sabatinado pela equipe do BN e não fugiu de quase nenhum tema levantado (saiu pela tangente quando questionado em relação à nova licitação do lixo). Ele disse estar confiante pela não reprovação de suas contas na Câmara e garantiu que não considera a hipótese de ficar inelegível. “Aqueles que, porventura, estejam pensando que vão me tirar da raia de 2014, podem tirar o cavalinho da chuva”, provocou. Ao falar do polêmico Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), o alcaide defendeu sua aplicação, justificou a manobra utilizada para que fosse aprovado – “Não é raro você ver projetos mais complexos serem votados sem o aprofundamento maior de estudo”, disse –, e admitiu que há efeitos negativos no projeto. “Mas é óbvio que todo progresso tem preço”, justificou.

Sobre a avaliação de sua gestão, João Henrique somente reconheceu uma “possível” reprovação por conta da “faixa de maior poder aquisitivo”. “Porque essa camada não usa escola da prefeitura, ela não precisa do posto de saúde da prefeitura, ela tem escola particular para seus filhos, ela tem médico particular para seus filhos, ela não usa ônibus ou transporte coletivo
porque ela tem carro particular , ela tem segurança particular. Então, é uma cidade que não precisa da prefeitura, praticamente,” avaliou. JH ainda falou das traições que considera ter sofrido durante seu mandato, enalteceu a melhoria salarial do serviço público em sua gestão, falou do metrô, criticou parte da imprensa e ainda deu um conselho aos atuais prefeituráveis: “Políticos e candidatos transtornados emocionalmente, que não têm equilíbrio emocional, podem se perder no primeiro turno e, com isso, fechar as portas para eventuais apoios no segundo turno”. Ainda no desenrolar da conversa, o prefeito, em tom pessoal, afirmou que aguarda também com alguma ansiedade o fim da “Era JH” em Salvador. “Eu confesso que, ao chegar perto, a gente vai sentindo saudade, mas vai sentindo também um certo alívio, viu?”, suspirou. Confira a íntegra da entrevista com o alcaide aqui, e ainda veja uma seleção de declarações dadas durante a conversa aqui.