Pacientes pedem volta das Osid em postos de saúde da Boca do Rio e Pernambués
Pacientes dos centros de saúde Alfredo Bureau (Boca do Rio) e Edson Teixeira Barbosa (Pernambués) denunciam a demora no atendimento e a falta de profissionais especializados, situação comum desde que as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) deixaram a gestão das duas unidades. A instituição era responsável pela administração dos dois postos até o início de janeiro deste ano, quando desistiu da tarefa sob alegação de acúmulo de prejuízos financeiros em decorrência dos constantes atrasos nos repasses, pela prefeitura de Salvador, dos recursos liberados pelo Ministério da Saúde. Grávida de três meses, Rosilene Conceição Ribeiro, 37 anos, esperou três horas por um atendimento ambulatorial na unidade do bairro de Pernambués. “O pior é que fui atendida na condição de preferencial. Quando isso aqui estava sob os cuidados das Osid era bem diferente. Funcionava direito, como um mini-hospital”, relatou em entrevista ao jornal Correio. Rosilene mostrou-se estarrecida com o fato de não haver copo para beber água e nem papel higiênico no local. “Tem gente que, quando vem aqui e precisa ir ao banheiro, já traz o papel (higiênico) de casa”, diz. A prefeitura informou que a demora no atendimento nas duas unidades, que funcionam em regime de 24 horas, está relacionada à classificação de risco dos pacientes – aqueles em estado mais grave têm prioridade.