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Soteropolitanos sugerem 'presentes' para Salvador

Por Fernanda Aragão

Soteropolitanos sugerem 'presentes' para Salvador
Fotos: Andrei Amós / Bahia Notícias
Em dia de aniversário, a maioria das pessoas faz festa, recebe brindes, elogios, votos de prosperidade: “Saúde, paz, amor, sucesso, dinheiro no bolso”. No caso de Salvador, que tem mais de 2,5 milhões de habitantes (IBGE 2010) e completa 463 anos de fundação nesta quinta-feira (29), há motivo para comemorar? Que presente a cidade deveria receber? O Bahia Notícias foi às ruas saber de quem trabalha e convive com os problemas da capital baiana quais são as respostas para essas perguntas.

Os mimos mais sugeridos têm relação com o trânsito e o transporte público. O estudante Crisóstomo Neto não teve dúvida quando questionado: “O metrô, porque já enrolaram demais”. Jicelma Matos, que sai do trabalho às 18h e espera por um ônibus – que ela consiga entrar – uma, às vezes, duas horas, apresenta a ideia da construção de vias exclusivas para ônibus e viadutos. “Mas não como aquele [viaduto] que construíram na Rótula do Abacaxi que tem saída para a região do Iguatemi. Isso só aumentou ainda mais o fluxo”, opinou a auxiliar de estoque, que mora no bairro de Valéria e pega ônibus na Avenida Tancredo Neves. “Salvador merece um trânsito livre”, completou.

A comerciária Dilza Lima enumerou uma série de presentes. Começou pelo metrô que, segundo ela, poderia ser terminado, já que os congestionamentos têm sido constantes, sugeriu uma bela limpeza e terminou com uma transformação na orla. “Salvador é uma cidade muito bonita, mas está mal tratada”, lamentou. Vinícius Machado apoia a sugestão de melhorar as praias, ou seja, dar um “tapa no visual” em vários aspectos. Para ele, é preciso reconstruir barracas, fazer ciclovias e melhorar a segurança e a iluminação de alguns trechos. O taxista Édio Bitencourt, que costuma transportar turistas, concorda com a dica. “Esculhambaram as praias de Salvador, isso acabou com o turismo”, reclamou.

Nailton Santos, porém, acredita que um bom kit de segurança cairia bem. “Está tendo muito assalto”, disse o armador. Houve até quem sugerisse um novo prefeito – um presente que chegará em outubro com as eleições. “O problema já começa pela casa dele, que ficou sem ordem e sem respeito [referindo-se à troca da primeira dama]. Você acha que ele iria governar direito Salvador?”, foi o que declarou a ambulante Solange Santana.

Sugestões não faltam. Agora, é esperar para ver se os presentes chegarão ainda este ano ou no aniversário de 464, 500 ou mil anos.