
Os vereadores da base aliada já começam a ensaiar os primeiros passos para o adiamento da apreciação das contas do prefeito João Henrique (PP), rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), na Câmara Municipal. O objetivo é ganhar tempo para tentar recompor a base governista e garantir os votos necessários para rejeitar o parecer do TCM e evitar que o alcaide fique inelegível por oito anos. “Precisamos de um tempo maior para analisar as contas e votar com base em argumentos técnicos. É uma questão muito delicada para ser politizada”, justifica o vereador Jorge Jambeiro (PP), correligionário de JH. O edil descartou as duas alternativas disponíveis para furar a fila de projetos e antecipar a votação no plenário – acordo entre lideranças ou requerimento de “urgência urgentíssima”. “Será uma irresponsabilidade se algum vereador propuser o regime de urgência. Acho tão absurdo que não quero nem pensar que alguém vai fazer isso”, afirmou em entrevista ao jornal A Tarde. Sem isso, o julgamento das contas de João Henrique pode ficar para o segundo semestre deste ano, quando a Câmara tradicionalmente fica esvaziada por conta das eleições de outubro.