Stella Maris torna-se alvo constante de criminosos
O bairro de Stella Maris, conhecido pela beleza das praias, tido como lugar de classe média alta e com um dos IPTUs mais caros da capital, passa por um momento de insegurança. Segundo reportagem do Correio, a maioria dos os moradores e comerciantes do local têm uma história de assalto, furto, arrombamento ou até sequestro para contar. Há vários locais em Stella apontados como os mais perigosos do bairro. O entorno da igreja onde está localizada a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima é alvo constante, mas poucos locais são tão arriscados quanto o Condomínio Petromar, um conjunto de casas onde moram mais de 12 mil pessoas. No final do mês passado, o empresário Paulo Silvestre teve dois revóveres calibre 38 apontados para a sua cabeça. “Um ficou no carro e dois desceram armados. Levaram computador, celular, TV e uma máquina fotográfica. Pago R$ 700 de IPTU para viver com medo?”, questiona. A própria Polícia Militar admite o aumento dos crimes na localidade, mas pontua que estão ligados aos roubos de carros. “Nosso maior problema é o roubo de veículos. A oferta de carros visados no bairro é grande”, diz o major Aloísio Erves, comandante da 15ª CIPM (Itapuã). No ano de 2011, segundo a 12ª Delegacia Territorial, a Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) de Itapuã, que também compreende Stella, registrou 837 roubos de veículos. O comandante disse que a alternativa é investir nas blitze relâmpago. “São eficientes. Fizemos ano passado e os números reduziram muito”, garantiu o major, que preferiu não falar sobre a necessidade de mais efetivo. “Aí é com o comando geral”. Segundo ele, o policiamento no bairro conta com 15 homens. Uma única viatura é responsável pelas rondas. “Mas temos o apoio da Rondesp e da Atlântico”, diz.