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PT e PMDB já disputam comando de fundo que ainda não foi criado

Apesar de ainda não ter sido criado, o Fundo de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp) já é alvo de disputa entre petistas e peemedebistas, afirma o Estadão nesta quarta-feira (29). A estimativa é que o fundo, cujo texto-base foi aprovado nesta terça
na Câmara dos Deputados, atinja em até 20 anos um patrimônio de R$ 150 bilhões. Segundo o Estado, PT e PMDB já instauraram uma guerra surda para definir quem comandará os fundos, que cuidarão das aposentadorias do funcionalismo público. A proposta discutida na Câmara prevê a criação de até três fundos de previdência complementares, mas a tendência é que sejam instituídos somente dois: um do Executivo – que incluiria também os funcionários do Legislativo – e outro do Judiciário, que  também ficaria responsável pelos servidores do Ministério Público da União. “No segundo mandato do governo Dilma Rousseff, esse fundo do Executivo vai ser mais importante do que muito ministério que tem por aí”, defende um aliado. Petistas comentam nos bastidores que o escolhido pode ser Ricardo Penna, ex-superintendente da agência reguladora dos fundos de pensão e atual assessor especial do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Também é cotado o ex-ministro e hoje secretário executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. De olho na influência do Funpresp, o PMDB já deixou a entender que brigará pelo comando do fundo. “O problema é que o PT acha que só os indicados dele é que são técnicos; os nossos, do PMDB, são sempre considerados políticos”, ironizou um peemedebista.