Comissão de Direitos Humanos da Câmara defende que embaixador brasileiro deixe a Síria
O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PPS-PA), defende que o embaixador brasileiro na Síria, Edgard Antonio Casciano, retorne ao país o quanto antes. O argumento é o de que o agravamento da violência e do desrespeito aos princípios democráticos e aos direitos humano no país não condizem com as propostas defendidas pelo Brasil. Além disso, ele afirmou que encaminhará a sugestão à presidente Dilma Rousseff e ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O documento é um instrumento do qual dispõe o Legislativo para sugerir a outro poder uma possível tomada de providências. “Os últimos acontecimentos na Síria não permitem que o Brasil mantenha uma representante diplomática no país”, disse Jordy. “Não há razão para o embaixador continuar lá. A Síria não respeita o Estado Democrático de Direito, e vidas estão sendo ceifadas. Tudo isso é inadmissível”, complementou. De acordo com o deputado, a retirada do embaixador brasileiro da Síria é uma maneira de reforçar a pressão internacional contra o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, suspeito de violações de direitos humanos e desrespeito à democracia. Há 11 meses, o governo Assad é alvo de protestos intensos.