Blocos mostram no circuito Batatinha resultado de ações nas comunidades
Foto: Almir Santos
Os desfiles deste domingo (19), no circuito Batatinha (Centro Histórico), foram mais uma vez animados pela presença de entidades de matriz africana, como os blocos Arca de Olorum, que distribuiu poesia entre cantos e percussão, o Zambiã, que trouxe dançarinos de Itinga para homenagear Angola, e o afoxé Filhos de Gandhy, com o toque do ijexá, o perfume característico, seus colares e, especialmente, o branco da paz emanado para todos os circuitos do carnaval de Salvador. Os blocos negros que desfilam no circuito Batatinha unem a folia carnavalesca à ação social, que acontece fora do período momesmo. Durante o ano inteiro, jovens e adultos do bairro de Itapuã podem usufruir dos cursos profissionalizantes de manicure, cabeleireiro, costura e percussão. No carnaval, eles mostram o resultado, desfilando juntos no Chabisc – Comunidade Habitacional Socio-Cultural. Tudo é feito em comunhão, inclusive a escolha do Rei e da Rainha que representam o bloco no desfile. “É bonito ver um trabalho ser realizado depois de muita luta. Todo mundo fica feliz. O rei fica feliz, a rainha também, e os integrantes do bloco mais ainda. E no final só resta a saudade”, diz a diretora do bloco, Eliana Batista.
