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Martagão pedirá aporte de R$ 350 mil mensais ao Ministério da Saúde

Por Evilásio Júnior

Martagão pedirá aporte de R$ 350 mil mensais ao Ministério da Saúde
Carlos Emanuel de Melo | Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
O Hospital Martagão Gesteira, único exclusivamente pediátrico de Salvador, e referência no atendimento a crianças de 0 a 14 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pedirá o aporte mensal, por meio de portaria especial, de R$ 350 mil ao ministro Alexandre Padilha, que visitará a unidade no próximo domingo (19). Os recursos servirão para compensar o atual déficit de receita do centro médico para que as metas do programa “600 corações” sejam atingidas em dois anos. De acordo com o diretor-técnico do hospital, Carlos Emanuel de Melo, o projeto, lançado em novembro do ano passado, é fundamental para zerar a fila de cirurgias cardíacas no estado, onde, atualmente, há aproximadamente 600 pequenos à espera de uma operação. “No ano passado, o Martagão Gesteira entendeu que o problema era dele também. Este é um projeto ambicioso, de metas extremamente arrojadas”, salientou, em entrevista ao Bahia Notícias. Vinte e dois procedimentos já foram realizados desde o início da atividade, em janeiro último, o que chamou a atenção do Ministério da Saúde para a importância do trabalho. No entanto, o alto custo, de cerca de R$ 22 mil por cirurgia, é a principal preocupação do gestor. Cada equipe médica, que acompanha a criança por 14 dias, tanto no período pré quanto pós-operatório, é composta por seis profissionais. A despesa com os médicos varia entre R$ 7 mil e R$ 8 mil por procedimento. Como há a necessidade ainda de implantar a oitava Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do espaço, o Martagão busca apoio de instituições governamentais e não-governamentais, bem como da iniciativa privada. “A Secretaria Estadual de Saúde ajudou custeando as cirurgias e o hospital está levantando recursos para a parte de investimentos dessas cirurgias. Também já tivemos alguns apoios. Por exemplo, alguns equipamentos já estão chegando lá por meio de doações”, revelou Melo, ao destacar que um equipamento para anestesia, que custa R$ 60 mil, já está em funcionamento. Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, a cardiopatia congênita é a segunda doença que mais mata crianças de até um ano de vida no Brasil.