Policiais temeram que Assembleia fosse invadida por tropas federais
Por Rodrigo Aguiar
Tropa de Paraquedistas em | Foto: Max Haack/ BN
Responsável por conversar com a imprensa na noite de quinta-feira (9) na condição de um dos representantes dos policiais militares baianos grevistas, o soldado Ivan Leite falou sobre as horas que antecederam a desocupação da Assembleia Legislativa. Segundo ele, as manobras realizadas pelas tropas do Exército na quarta, como a diminuição do perímetro, o bloqueio das vias de acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB) e o pouso de dois helicópteros nas imediações da AL-BA causaram temor entre os manifestantes, que montaram acampamento na sede do Legislativo baiano na noite de 31 de janeiro. “Apenas hoje [quinta] eu soube que não haveria invasão”, relatou o PM. Ivan afirmou que o clima de tensão entre os manifestantes e os homens do Exército era constante. De acordo com ele, a baixa idade de muitos membros das Forças Armadas era um fator que contribuía ainda mais para um possível enfrentamento que tivesse resultados mais graves. “Estavam mais estressados dos que nós; muitos eram bastante jovens; alguns garotos de 19, 20 anos”, contou. Aos ser perguntado sobre a possibilidade de tropas federais trabalharem no Carnaval, caso haja necessidade de homens, Ivan demonstrou preocupação. “As tropas federais não têm preparo para isso. Não é que eles sejam incompetentes, e sim porque não têm as condições de executar o serviço. São trabalhos diferentes. Eu, por exemplo, não sou paraquedista”, comparou.
