Plano de invasão do Batalhão de Guardas partiu da soldado Jeane
Por David Mendes
Plano foi traçado via celular |Foto: 2space
A soldado do Batalhão de Guardas da Polícia Militar da Bahia, Jeane Batista de Souza, confirmou nesta quarta-feira (8), em depoimento à Polícia – (aqui) (aqui) e (aqui), todo o teor das escutas telefônicas (aqui) e mensagens de texto que trocou com o líder grevista Marco Prisco. Nos diálogos, interceptados pela Polícia Federal (PF) com autorização da Justiça, a PM discute a invasão do batalhão, localizado no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, responsável pela proteção de todo o sistema prisional. Na presença da delegada da 51ª CT, Gabriela Rosa Caldas, e do promotor de Justiça Ramires Tyrone Almeida, Jeane revelou que partiu dela a ideia de invadir e tomar o batalhão onde trabalhava. "A interrogada perguntou a Prisco se o mesmo achava interessante tomar o Batalhão de Guarda, o qual respondeu afirmamente", diz o Termo de Relatório emitido pela Coordenação de Operações Especiais (COE), da Polícia Civil da Bahia. A partir daí, Jeane passou a enviar informações de como o líder grevista deveria agir para que o plano fosse colocado em prática. “O bg pode ser tomado pela av.gal costa (pistao), tem uma escadaria que da acesso a guarita 06, segue a direita, sgt. (...) Ficam apenas 2 sgt, 1 pagando armas de 19:40min a 20:00hs. o efetivo e muito pouco: 15 homens armados rende a guarnicao sgt. (...) E agora ou nunca! tem cidades aderindo e estados com assembleias para esses dias", diziam as mensagens enviadas via SMS.
Ela contou ainda que conheceu o ex-PM em 2010, durante as eleições presidenciais, quando Prisco se candidatou a deputado estadual e realizou uma panfletagem no Batalhão de Guardas. Jeane, que está a nove anos na corporação, foi presa nesta quarta pela PF acusada de conspiração. Ela não estava na lista dos 12 grevistas que tinham mandados de prisão expedidos pela Justiça. Até o momento, a Polícia Militar não informou quais medidas serão adotadas contra a soldado.
