Vice-prefeito e vereadores de Tapiramutá apontam falhas na gestão do prefeito da cidade
Por Rodrigo Lago
Foto: Rodrigo Aguiar / Bahia Notícias
Além de ter as contas reprovadas, de forma unânime, pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Luciano Nery (PP), prefeito da cidade de Tapiramutá (distante 350 km de Salvador), poderá responder, caso julgue conveniente, algumas acusações do vice-prefeito, Márcio Correa (PDT), e dos vereadores Ruy Barros (PCdoB), Jandilva Fontes (PT), Terezinha Correa (PDT) e Mundinho (PMDB). Além de chamarem atenção para o parecer do TCM, nº 1050/2011 – que aponta diversas falhas, entre elas, não apresentação de notas fiscais, imperfeições em contratos, não cumprimento adequado das disposições referentes à execução da despesa e diversas divergências em contas registradas no Balanço Patrimonial, os oposicionistas procuraram o Bahia Notícias para apontar mais falhas na gestão do gestor da cidade. “Não só exigirmos explicações sobre como foram aplicados os R$ 13 milhões, de acordo com o TCM, de maneira indevida, mas queremos também que prefeito responda aos cidadãos porque não convocou os 180 aprovados no último concurso público, já que apela para a contratação temporária de cerca de 250 pessoas anualmente”, protesta o vice-prefeito. O grupo também denuncia que a mulher do alcaide (que não teve o nome revelado) recebe dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no entanto, sem trabalhar. “Ela não frequenta a sua situação funcional. Falam que ela trabalha no gabinete, mas isso não é desvio de função?”, acusa a vereadora Terezinha. A edil também chama atenção para a presença de nepotismo na gestão de Luciano Nery. “Ele contratou a irmã odontóloga e prestigia a empresa familiar Gabriela Auto Peças (GBR), que pertence à prima dele”, explicou a vereadora. A reportagem tentou ouvir o prefeito Luciano Nery sobre o parecer do TCM e as acusações dos vereadores, mas não obteve êxito.
