PDT precisa de contribuições de filiados para cumprir ética, justifica Brust
Por Evilásio Júnior
Foto: Blog do Jair Onofre
O presidente do PDT baiano, Alexandre Brust, em telefonema ao Bahia Notícias, negou que a sigla seja um “partido de caixinha”. Assim como o PTdoB, conforme reportagem desta terça-feira (24) do site Congresso em Foco, a legenda exige uma contribuição de 5% dos seus filiados empregados em cargos de governo, fato revelado pelo BN em dezembro de 2010. “Eu estou cumprindo uma determinação do artigo 73 do nosso estatuto. O PDT não é partido de empreiteiros ou fornecedores. Se estamos no governo, as contribuições serão dadas voluntariamente, tanto por pessoas físicas, jurídicas ou estatutários”, explicou o dirigente. Segundo Brust, para dar condições aos correligionários disputarem eleições, a agremiação tem custos elevados com funcionários, Correios e contas de água, luz e telefone. “Se não tivermos as contribuições, como manter com ética as exigências da legislação eleitoral?”, questionou. Ainda no debate ético, na ligação, Brust também comentou o artigo de Samuel Celestino “Marajás do Judiciário chegam a ganhar R$ 150 mil”. “É uma situação que nos arrepia. O Poder Judiciário, que deveria servir de bússola para o Executivo e o Legislativo, está com o vidro embaçado”, lamentou.
