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'No PT o jogo é outro e o couro come', diz Caetano sobre sucessão em Camaçari

Por Patrícia Conceição

'No PT o jogo é outro e o couro come', diz Caetano sobre sucessão em Camaçari
Foto: Carolina Barreto / Tudo FM
Após troca de farpas e brigas pela preferência do PT na sucessão municipal em Camaçari, o prefeito Luiz Caetano (PT) garantiu que o cenário petista está definido na cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), com a escolha do secretário de Relações Institucionais, Ademar Delgado. “O pré-candidato do PT já foi decidido e o partido se unificou em torno de Ademar. Ele ainda não é oficialmente o meu candidato porque só vou decidir em abril”, ponderou, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. Sobre uma possível dor de cotovelo do deputado estadual Bira Corôa (PT), que desistiu da pré-candidatura e hoje é coordenador da campanha do seu ex-rival interno, Caetano colocou panos quentes e preferiu evidenciar o “caráter democrático” da discussão que levou ao nome de Delgado. “Nenhum pré-candidato gosta de retirar a candidatura. É normal ver o nome na parede, no jornal, no programa de televisão e ficar entusiasmado. [...] Eu não me meti, deixei o debate fluir. Chegaram a dizer ‘bate na mesa, Caetano’, mas eu disse não, deixa o processo transcorrer. Isso é matéria vencida no processo eleitoral de Camaçari”, afirmou. Para o alcaide, o processo decisório na cidade para o pleito deste ano pode ser visto como um exemplo da conduta petista na escolha de seus candidatos, que, apesar de disputas internas, marchariam juntos após a tomada de decisão. “No PT o jogo é outro, o coração é vermelho. A maioria aprovou, paciência, o couro come”, brincou.
Ao falar sobre a sucessão em Salvador, o gestor camaçariense endossou o apoio ao correligionário e deputado federal Nelso Pelegrino, deu recado ao vereador neopetista Alcindo da Anunciação – que disse que o seu coração era do postulante pedetista Marcos Medrado – e comentou sobre a dificuldade dos opositores ao governo do Estado em definir apenas um nome para a disputa este ano: "Para mim, não tem união".