Gastos sem licitação crescem no governo Dilma
Os gastos públicos feitos sem licitação cresceram consideravelmente durante o primeiro ano do governo Dilma Rousseff, aponta o Estado de S. Paulo. O mecanismo é criticado por órgãos de controle interno e restringe a competição entre fornecedores. De acordo com dados do Ministério do Planejamento, as compras e contratações de serviços com dispensa ou inexigibilidade de licitação aumentaram 8% em 2011 e atingiram R$ 13,7 bilhões na administração federal, autarquias e fundações. A assinatura de contratos com empresas selecionadas sem concorrência nos dez primeiros da atual gestão presidencial chegou a 47% do total, a maior proporção desde 2006. No último ano de governo Lula, as compras sem licitação corresponderam a 45,25% do total. Segundo o Estadão, a dispensa e inexigibilidade de licitação crescem mais do que outros tipos de gastos. Ao mesmo tempo, houve uma diminuição do uso de outras modalidades previstas na Lei de Licitações que possibilitariam maior competição, como a tomada de preços e a concorrência, por exemplo.