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Wagner: ‘Senhor do Bonfim pode até se meter em política, mas não se mete em eleição’

Por Patrícia Conceição / João Gabriel Galdea

Wagner: ‘Senhor do Bonfim pode até se meter em política, mas não se mete em eleição’
Foto: Max Haack/Bahia Notícias
A exposição que figuras políticas buscam no cortejo da Lavagem do Bonfim, especialmente em ano de campanha eleitoral, bem como as promessas feitas ao santo para conseguir êxito nas urnas é inócua, na opinião do governador Jaques Wagner (PT). Após percorrer, sem grandes dificuldades, o percurso de oito quilômetros entre a Conceição da Praia e a Colina Sagrada – ele conta que já fez o trajeto “umas 30 vezes” –, Wagner disse que não adianta pedir nada às entidades superiores, sem antes ter a anuência do povo. “Não adianta vir pra cá porque é ano de eleição, para querer pedir ajuda do Senhor do Bonfim, porque ele até se mete em política, mas não se mete em eleição”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias nas escadarias da Igreja do Bonfim. Judeu, casado com uma católica, o chefe do Executivo estadual explica o motivo de ser figurinha certa no cortejo. “Apesar de ser judeu, e Fátima [Mendonça, primeira-dama] ser católica, nós dois acreditamos que Deus é um só, e por isso a gente sempre vem”, contou, após passar um momento reservado dentro da catedral. Ele ainda conversou com o padre Edson Menezes, há três anos à frente da paróquia, a quem agradeceu “por ter aberto as portas da igreja para os fieis”.