Governador Wagner diz que 'ri' quando fazem comparações ao carlismo
Por David Mendes
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
O governador Jaques Wagner (PT) resumiu em duas palavras como reage quando escuta comparações com o estilo carlista de administrar: “rio muito”. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (5), durante a cerimônia de posse do novo chefe da Casa Civil, Rui Costa. Perguntado ainda como tem encarado os protestos de aliados insatisfeitos com a condução do processo sucessório em Salvador, o petista o classificou como uma “manifestação de vontade legítima”. “Eu não posso tolher aqueles partidos políticos e as forças políticas que queiram se apresentar na capital ou outras cidades. Eu vou continuar perseguindo a unidade dentro de um processo democrático de debate que passe, inclusive, pelos próprios pretendentes, os candidatos, e pelos partidos políticos. Essa não é uma tarefa apenas do governador. Evidente que, como governador, eu sou o condutor do processo, eu tenho um papel importante, mas essa não é uma missão só minha. É uma missão dos partidos e dos candidatos. Quem quer ser candidato tem buscar construir a unidade”, avisou. Ainda segundo o mandatário baiano, que voltou a defender a unidade da base nas eleições municipais deste ano, ainda há tempo de “amadurecimento”. “Minha vontade é que a gente tenha unidade dentro da base, não só em Salvador, como em outros municípios. Mas isso é um processo político e política não se impõe. Política a gente conquista e, em uma determinada hora, tomamos uma decisão. Mas uma decisão tão melhor quanto mais trabalhada, do ponto de vista do diálogo", analisou.
