Caso Pernambuco: Ex-piloto diz que Federação “tem que assumir que errou”
Por José Marques
Um dos fundadores da Federação de Automobilismo da Bahia (FAB) – atualmente desligado da associação –, Jorge Luiz Martins, o “Gaúcho”, também contesta as circunstâncias da morte de Erinaldo Matias, o “Pernambuco”. “Acho que houve várias falhas de fiscalização, desde a descida de carros da cegonha. É uma regra básica do automobilismo, o carro de corrida desce em um espaço fechado e obrigatoriamente fica em um pátio até o início da competição”, afirmou. Segundo ele, a FAB “tenta se eximir de qualquer culpa”, mas “tem que assumir perante a sociedade que errou e seguir as normas do estatuto”. “Como esses carros saíram da cegonha sem ninguém impedir? Essa é uma questão que até foge do quesito policial e atinge a responsabilidade desportiva em relação à Confederação e ao Clube [de Automobilismo da Bahia, CAB]”, critica. Gaúcho diz que deixou da entidade por achar que “faltava interesse no esporte” por parte dos dirigentes. “Não se trata de automobilismo amador. Esses problemas levaram à fatalidade de um piloto. Deve-se questionar se a federação está apta a continuar dirigindo o automobilismo baiano”, declarou. Procurada pelo Bahia Notícias, a presidente da FAB, Selma Morais, não quis se manifestar sobre o caso. “A família tem o direito de falar o que quiser, mas eu não vou responder sobre esse assunto”, disse. Segundo ela, o caso foi levado à assessoria jurídica da associação. Aureliano Gomes, o “Lelo Bala”, presidente do CAB, não atendeu ao celular.