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Procuradoria desiste de cobrar indenização de R$20 mi contra a Zara

O Ministério Público do Trabalho de São Paulo desistiu de cobrar a indenização de R$ 20 milhões contra a Zara, de acordo com informações da Folha de S. Paulo. A empresa e seus fornecedores foram acusados de manter trabalhadores em regime análogo à escravidão após fiscalizações no começo do ano. Pelo novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado na tarde desta segunda-feira (19), a Zara deverá investir R$ 3,4 milhões em ações preventivas na cadeia produtiva têxtil. O valor é o mesmo proposto pela empresa na primeira tentativa de acordo, no mês passado. Na proposta anterior, o valor seria destinado a programas que visam melhorar a vida do trabalhador. O documento tinha 47 cláusulas e também pedia o fim das subcontratações e das "quarteirizações", as terceirizações da terceirizações. Segundo o documento mais recente, a empresa  poderá responder juridicamente caso uma de suas fornecedoras ou terceirizadas sejam flagradas mantendo trabalhadores em condições não previstas na lei trabalhista. O acompanhamento direto caberá à própria empresa, com vista dos órgãos de fiscalização.