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Eleição 2014: Sem Dilma e Lula, Wagner admite força para a presidência

Por Rafael Rodrigues

Comandante do processo eleitoral na base governista em 2012 e em 2014, o governador Jaques Wagner (PT) admitiu que pode concluir o mandato sem disputar outra eleição em seguida. “Quero fazer sucessor e trabalhar pela reeleição da presidente Dilma. Na naturalidade de 2014 é a reeleição dela. Se vai acontecer ou não, não sei. Porque tem muita coisa para andar”, projetou. Indagado sobre a possibilidade de problemas de saúde afastarem Dilma (que já foi vítima de câncer, mas conseguiu vencer a doença) da reeleição  e o ex-presidente Lula (atualmente em tratamento da mesma doença) do retorno ao poder lhe alçarem à condição de candidato à presidência, Wagner censurou: “Seria absurdo que a gente tentasse fazer qualquer conversa sobre isso. Eu sei o meu lugar e meu tamanho. Eu vou trabalhar para ela, e acho um crime fazer análise política em cima de questões pessoais”, disse. Aproveitando o exercício, entretanto, o petista cogitou a possibilidade de os dois, por vontade pessoal, se negarem a disputar 2014. “Aí é outro jogo a ser jogado, e óbvio que, eu já disse aqui, o PT baiano é referência nacional. Não sou eu... mas óbvio que eu sou a figura mais projetada”, admitiu. “Óbvio que estou bem na foto. Nós ganhamos uma eleição contra o império do conservadorismo. Construímos um governo que nos credenciou. Sou o governador do estado mais importante governado pelo PT. Se eu sair com média acima de seis, estou credenciado para qualquer coisa. Mas é óbvio que não estou trabalhando para isto. A prioridade é dela”, vangloriou-se.