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Comerciantes firmaram TAC com Camarote Salvador para ‘se desmobilizar’ 120 dias antes do Carnaval, diz Silva

Por Evilásio Júnior

O superintendente de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município, Cláudio Silva, explicou nesta quarta-feira (30), em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, a polêmica sobre a construção do Camarote Salvador na Praça de Ondina. Os comerciantes relataram que foram notificados pela Premium Produções, empresa responsável pelo espaço, a deixar os seus estabelecimentos 90 dias antes do Carnaval. A Sucom, no contrato firmado com a companhia, que venceu uma licitação para revitalizar o espaço e explorá-lo por quatro anos, e que já teria investido cerca de R$ 3 milhões no local, previa a desocupação da área nos dois meses que antecedem o evento. Mas um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), conforme o chefe da Sucom, determinou que a notificação teria que ser emitida muito antes aos ambulantes. “Esse dinheiro a prefeitura jamais teria para recuperar aquela praça. Eles têm o direito de explorar aquele espaço justamente para fazer o camarote, durante o carnaval, que foi aquela proposta apresentada na licitação. [...] O termo que foi ajustado com os comerciantes do local diz que 120 dias antes eles têm que começar a se desmobilizar, porque, se forem começar a construir e o cidadão tiver que sair no dia que vai construir, vai ter um certo problema”, argumentou o gestor. Segundo ele, como o erguimento será "gradativo", até a finalização dos trabalhos terá que haver uma “convivência harmoniosa” entre a comunidade e a empresa.