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Trabalho: Em 2008, CGU viu irregularidades em ONG de Adair

A Fundação Pró-Cerrado, do empresário Adair Meira, foi apontada como fonte de irregularidades pela Controladoria Geral da União (CGU) em auditoria realizada em 2008. Por três anos, o relatório esteve nas mãos do Ministério do Trabalho, que preferiu manter o arquivo na gaveta. Meira foi o acusado de pagar o jatinho utilizado pelo ministro Carlos Lupi em 2009, em viagem ao Maranhão. No documento, ao qual o jornal o Globo teve acesso, a CGU aponta falhas em uma das licitações e cobra a anulação do contrato. A CGU tinha por fim evitar desvios e assegurar execução dos programas de qualificação profissional destinados a jovens de famílias de baixa renda em Goiânia. A cobrança à ONG sobre explicações das irregularidades foi enviada pelo ministério à entidade na semana passada. A advertência foi encaminhada à ONG pelo secretário de Políticas Públicas de Emprego, Carlo Simi, no dia 10. “Só agora estou sabendo disso. Só agora esse relatório chega às minhas mãos”, disse Meira, após uma reunião com o secretário de Controle Federal da CGU, Valdir Apito. O convênio foi firmado em 24 de dezembro de 2007 e deveria se encerrar em junho de 2009.