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Ao defender projeto Antibaixaria,Tia Eron condena 'hits que oprimem condição feminina'

Por Juliana Almirante/ Evilásio Júnior

Ao defender projeto Antibaixaria,Tia Eron condena 'hits que oprimem condição feminina'
Foto: Max Haack/ Agência Haack/ Bahia Notícias
A vereadora Tia Eron (PRB), presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, que recentemente protagonizou uma polêmica por supostamente ter chamado a cantora Ivete Sangalo de "drogada", saiu em defesa do Projeto de Lei (PL) antibaixaria idealizado pela deputada estadual Luiza Maia (PT). De acordo com a assessoria da petista, ela criticou diretamente os artistas que, na sua opinião, retratam as mulheres como um indivíduo de segunda linha. “O posicionamento da deputada é fundamental para que o Poder Público não use verba – arrecadada através dos impostos pagos pelos contribuintes – para bancar músicos que, com o objetivo de conseguir algum destaque, trata em suas letras a mulher como ser menor ou apenas sexual, sem que haja o menor respeito”, defendeu. Na opinião da edil, ligada à Igreja Universal, canções como os pagodes de Robyssão, da banda Black Style, se constituem em uma afronta à batalha travada desde que a Lei Maria da Penha foi sancionada pelo presidente Lula. “Não podemos deixar que as mulheres, muitas vezes negras, pobres e da periferia, acreditem que são o que está descrito nas referidas canções”, condenou. Para ela, seria necessário sensibilizar a parcela feminina que adere à chamada “pornofonia”, porque não seria positivo ecoar os “hits que oprimem a sua condição feminina”. Dessa vez, pelo menos, o discurso de Eron está devidamente documentado e, caso haja novas contestações, não haverá a necessidade de o reverendo Edésio Chequer ser convocado para desmentí-la.