'Velha guarda' do PDT fala em 'usurpadores'; aliados de Lupi ameaçam deixar governo
Um grupo de pedetistas históricos engrossou, nesta quarta-feira (9), o coro dos que pedem a saída de Carlos Lupi, presidente licenciado do partido, do comando do Ministério do Trabalho. Reunidos no "Movimento de Resistência Leonel Brizola", eles encaminharam à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Controladoria-Geral da União (CGU) pedidos de investigações sobre denúncias de corrupção na pasta, publicadas pela revista Veja. "É um movimento para preservar o partido que vem sendo dilacerado por um grupelho de usurpadores e oportunistas", afirmou José Maurício, sete vezes deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro e que diz ter sido o primeiro parlamentar da história da sigla. Na nota encaminhada à PGR, assinada por cinco militantes da “velha guarda” partidária, eles pedem que os fatos sejam apurados com brevidade para que "se separem os atos praticados por altos servidores do ministério das ações políticas desenvolvidas pelo PDT". E em uma nota pública manifestam "repúdio a este quadro que enxovalha nossa imagem e desmerece nossa história". Já o líder da bancada do PDT na Câmara, deputado Giovanni Queiroz (PA), disse nesta terça (7) que, caso Lupi saia do cargo sem provas de envolvimento com irregularidades, a legenda deixará de ser da base da presidente Dilma Rousseff (PT). "Com o ministro Lupi, sai o PDT. O ministro Lupi não tem substituto. Confiamos tanto que assim colocamos a nossa posição", declarou. Apesar de haver unidade na bancada da Câmara e do Senado, alguns políticos, como o deputado José Reguffe (PDT-DF), disseram a Lupi que ele deveria deixar o ministério temporariamente para provar sua inocência.
