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Brust defende Lupi e atribui empresa de Camaçari a clonagem em cartão

Por Evilásio Júnior

Brust defende Lupi e atribui empresa de Camaçari a clonagem em cartão
Foto: Blog do Jair Onofre
O presidente do PDT na Bahia, Alexandre Brust, ao contrário dos correligionários que pedem a cabeça do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, partiu em defesa do titular do governo federal, envolto em mais uma série de denúncias de irregularidades na gestão. De acordo com o comandante pedetista, o que está em jogo é a luta dos trabalhadores contra os empresários. Para ele, os benefícios concedidos recentemente pelo MTE, a exemplo do pagamento de mais de R$ 1 bilhão em benefícios sociais, como INSS e FGTS depois da implantação do ponto eletrônico
, a ampliação da licença-maternidade para seis meses, o aumento do período de aviso-prévio para 90 dias e a aposentadoria de empregados domésticos, que alcançou 6 milhões de pessoas, não correspondem aos interesses dos patrões. “Essa é uma luta ideológica do capital versus o trabalho. A elite não aceita isso e procura encontrar chifre em cabeça de cavalo. Tu acha que vai encontrar? Cavalo não tem chifre. Um trabalhista no poder vai ser crucificado sempre. Essa é a nossa sina”, lamentou. Sobre a companhia de bebidas em nome de Lupi, encontrada em Camaçari, Brust atribui o fato a uma fraude que o ministro sofreu há pouco tempo em seu cartão de crédito. “Eu estava com ele recentemente no Ceará e ele me contou que o cartão não passava de jeito nenhum. Foi clonado. Nessa hora, devem ter pego os dados dele”, apostou. Como exemplo da suposta perseguição sofrida pelo correligionário, o dirigente estadual citou o exemplo do ex-presidente da República João Goulart que, em 1953, quando era titular da pasta do Trabalho, no governo Getúlio Vargas, foi demitido após conceder aumento de 100% sobre o salário mínimo. Na época, o ministro caiu, mas o reajuste foi mantido.