SMS nega desvio, admite dívida de R$ 50 mi, mas culpa filantrópicas por 'atraso no envio de documentos'
Por Evilásio Júnior
Posto de Pernambués é um dos afetados com saída da Osid
A Secretaria Municipal de Saúde, em nota enviada ao Bahia Notícias, negou que os atrasos no pagamento das entidades filantrópicas, que prestam serviço à prefeitura, sejam causados por desvio de finalidade dos recursos recebidos pelo governo federal. Informações obtidas pelo BN dão conta de que o dinheiro enviado pelo Ministério da Saúde teria sido utilizado para quitar outras pendências do Município. Por conta de uma dívida superior a R$ 6,3 milhões, na próxima quarta-feira (9), as Obras Sociais Irmã Dulce – que tiveram o repasse das verbas do MS transferido por 180 dias para o Fundo Estadual de Saúde – entregarão a gestão dos postos de Pernambués e da Boca do Rio. Segundo a SMS, que voltou a alegar déficit entre despesas e créditos, o débito global, atualmente, chega a R$ 50.053.528,90. O órgão culpa, entretanto, as próprias conveniadas por parte dos problemas. “Os processos ainda em aberto são decorrentes de atraso no envio de documentos por parte das próprias filantrópicas. Muitas notas fiscais, por exemplo, só foram apresentadas na SMS nos dias 25 e 27 de outubro. Findando os trâmites legais, as mesmas serão imediatamente pagas”, aponta o comunicado. Clique aqui para ler a íntegra da explicação da secretaria.
