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Fundador do Wikileaks será extraditado para país onde é acusado de estupro

Fundador do Wikileaks será extraditado para país onde é acusado de estupro
A Alta Corte de Londres, na Inglaterra, confirmou nesta quarta-feira (2) a extradição para a Suécia do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, de 40 anos, após uma batalha judicial de 11 meses que pode continuar com uma apelação à Suprema Corte. Os dois juízes responsáveis pelo processo rejeitaram os argumentos da defesa de que o pedido de extradição do australiano, procurado na Suécia por supostos casos de estupro e agressões sexuais, era "injusta e contrária à lei". Os advogados de Assange questionaram a proporcionalidade do pedido de extradição, já que não foram apresentadas acusações formais dos crimes denunciados por duas mulheres durante o período que Assange passou no país, em agosto do ano passado. Ele foi detido no fim do ano passado com base em uma ordem de prisão europeia. Depois de passar nove dias preso, Assange está em liberdade condicional, à espera de uma decisão da Justiça. A detenção do dono do Wikileaks aconteceu após o início da divulgação de 250 mil telegramas confidenciais da diplomacia americana. Os seguidores de Assange denunciam que o caso tem motivações políticas e que a extradição para a Suécia seria apenas uma etapa antes da entrega aos EUA, país que estuda um meio de acusá-lo formalmente pelos vazamentos.