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Eliana Calmon nega pretensão de virar política

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, negou qualquer pretensão de ingressar na carreira política após a repercussão positiva que teve sua declaração de que haveria “bandidos de toga”, ao apontar a existência de corrupção no Judiciário. “Sou apenas magistrada, não tenho nenhum preparo para ser política, não tenho vocação para isso, me preparei a vida inteira para ser unicamente magistrada e atravessei minha vida dentro do Tribunal, do gabinete dando sentença e é realmente isso é o importante para mim”, afirmou. Em cerimônia em que foi agraciada com a Medalha Dois de Julho, nesta segunda-feira (24), a magistrada voltou a atacar os colegas que querem tirar poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que possa investigar os desvios da categoria. Ela citou, em seu discurso, trecho do Hino ao Dois de Julho em que fala “'nunca mais o despotismo, regerá a nossa Nação”, e explicou o sentido da palavra empregada: “A todos os segmentos que atrapalham a realização da Justiça: a lentidão é um problema, a corrupção é outro, a incompreensão dos órgãos públicos com o Judiciário é outro problema, tudo isto é algo que precisa ser removido”, disse.