Orlando Silva diz que autorizará quebra de seus sigilos bancário e telefônico
Por Felipe Campos
O ministro do Esporte, Orlando Silva, durante audiência na Câmara Federal para explicações sobre as denúncias de fraude em convênios que envolvem a sua pasta e o seu nome, novamente rejeitou as acusações e se dispôs a ser investigado por todas as instâncias cabíveis para que se chegue à verdade. Durante a tarde desta terça-feira (18), ele é sabatinado pelos deputados federais. Em seu discurso de abertura, Orlando repudiou o que chamou de julgamento prévio de parte da imprensa, falou de “luta política” e relacionou o episódio à Santa Inquisição e ao Tribunal de Nuremberg. “Até na guerra existe limite. Na luta política também tem que ter limite. Seja no parlamento, seja nos partidos, seja nos órgãos de imprensa que participam do debate político no país. [...] Coloco à disposição o meu sigilo bancário, o meu sigilo telefônico, o que for para quem quer saber como é a minha vida”, declarou. Assim como nesta segunda (17), quando sugeriu a repórteres que investiguem a vida dos denunciantes, ele novamente desclassificou o PM João Dias Ferreira. “Trata-se de um desqualificado, de um criminoso, de uma pessoas que foi presa. Trata-se, portanto, de uma fonte bandida”, afirmou.