Construtora não adotou ações de segurança para elevador, aponta laudo
Nove operários morreram em obra na Avenida ACM
A quebra do eixo que movia o carretel e o não funcionamento do freio de emergência são apontados pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Bahia (SRTE-BA) como as principais causas da tragédia que resultou na morte de nove operários em Salvador, após a queda de um elevador de construção. O relatório com a análise do acidente foi divulgado na manhã desta quinta-feira (6) pelo órgão e são as mesmas apresentadas no mês passado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Além disso, segundo o laudo, a construtora Segura, responsável pela obra do edifício Empresarial Paulo VI, na Avenida ACM, não adotou as ações necessárias para garantir o uso adequado do equipamento. Concluiu-se também que o eixo se partiu pelo "fenômeno de fadiga", termo técnico utilizado para designar a ruptura progressiva de materiais expostos a ciclos repetidos de tensão ou deformação. Já o desgaste do "excêntrico", um dos componentes do freio de emergência, contribuiu para que ele não parasse a cabine. Segundo a SRTE-BA, a recomendação do fabricante dos equipamentos é para que a manutenção ocorra a cada seis meses. De acordo com G1, o documento será enviado aos órgãos competentes em relação à saúde e segurança do trabalhador, bem como para as instituições que investigam o acidente, como a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MP-BA).
